As minhas primeiras experiências
com a leitura e a escrita não foram tão bem sucedidas. Quando adentrei na
primeira série, lembro-me que minha professora não aceitava o fato de eu
escrever com a mão esquerda. Como sou canhoto, a professora batia na minha mão,
obrigando-me a escrever somente com a mão direita. Até a minha mãe permitia tal
atitude, sei que naquela época ela acreditava que a professora estivesse
fazendo o melhor para mim. No entanto as marcas refletiram na minha dificuldade
de coordenação motora fina, foram anos convivendo com o esforço implacável de
melhorar os traços de minha letra. Foram milhares de exercícios de caligrafia
para proporcionar aos meus alunos uma letra pedagógica. Já na quinta série
conheci "Dona Plácida", professora de Português, foi ela que me
ensinou a gostar da disciplina e da literatura. Os Livros "A ilha
perdida", "Vidas Secas", "O cortiço" e tantos outros
acompanharam a minha trajetória escolar. Com sete anos ganhei o meu primeiro
livro chamado "Fábulas Encantadoras", presente de minha irmã mais
velha Maria das Graças. Hoje, minhas filhas Mariana e Isabela, são leitoras
fluentes, amam os livros, foram educadas em um ambiente de leitura e escrita.
Procurei proporcionar a elas, desde os primeiros anos, os estímulos que não
tive.
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